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FORMAÇÃO

Vou à missa porém não concordo com a doutrina católica. O que fazer?

O que fazer se eu não estou em sintonia com o Magistério da Igreja?

Publicada em 27/04/15 às 21:11hLuciano Souza

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Vou à missa porém não concordo com a doutrina católica. O que fazer?
 (Foto: catholicus.org)

Um leitor perguntou:

 

Sempre frequentei a Igreja e seria muito difícil, para mim, renunciar à missa e a outras atividades da paróquia. Além disso, a minha esposa e eu procuramos passar esta mesma disposição para os nossos filhos. Só que, em muitas coisas, não me sinto em sintonia com a doutrina católica: em questões de moral, de teologia, sacramentos, organização hierárquica… Faço certo em continuar frequentando a Igreja ou seria mais coerente deixá-la, reconhecendo que estou fora da comunhão eclesial?


O padre italiano Athos Turchi, professor de filosofia, responde:

As divergências me parecem significativas, mas, sem saber especificamente quais são elas, não é fácil responder à sua pergunta. Uma coisa é você não concordar em comer peixe às sextas-feiras e outra é dizer que Deus não é trino. Se as divergências dizem respeito a questões fundamentais da fé, como parece o caso, é preciso, de fato, você questionar se ainda faz parte da religião que diz professar.

O problema, porém, não está colocado adequadamente, porque, em matéria de religião, a questão não é se você pode comungar com tudo ou com um pouco. Há uma questão prévia: o que é uma religião e o que ela pode lhe oferecer? O que você procura em uma religião e aonde quer chegar com ela? Se você deseja apenas pertencer a certo círculo político, social, cultural, então, obviamente, a religião não é o que você procura. Ela não pode lhe dar essas coisas porque as transcende, nem pode ser flexível e mutável ao sabor das preferências particulares precisamente porque ela não tem uma dimensão evolutiva e dialética, e sim salvífica.

Um exemplo: se a religião diz que somos salvos por viver honestamente, ela não pode mudar de ideia em dado momento e passar a dizer que somos salvos por roubar. Uma religião tão contraditória se desacreditaria e se destruiria sozinha.

Já se você estiver em busca de uma comunhão com Deus voltada à sua salvação eterna, e para isso estiver disposto a seguir uma doutrina de fé e uma prática de aperfeiçoamento, então deverá avaliar a religião que melhor lhe permite alcançar o que deseja, bem como, por consequência, o modo e o método que essa religião lhe propõe para obter aqueles bens eternos, normalmente resumidos no seu corpo doutrinal. O cristianismo propõe um caminho, um método, um conteúdo ou doutrina, um ensinamento e uma organização, chamada de Igreja, e toda essa proposta é derivada de Cristo. Esse credo atende às suas aspirações? Se você disser que deseja aderir ao cristianismo, não poderá viver como um budista; seria uma contradição tanto quanto se dizer vegetariano e continuar comendo carne.

Hoje temos a impressão de que cada um pode pinçar nas religiões os elementos que prefere e até criar uma religião própria, com doutrina e organização personalizada. A questão é, de novo, o que o crente espera da religião à qual decide aderir. Se, por exemplo, a fé cristã ensina que o caminho da santidade é o casamento indissolúvel, mas o crente não está convencido disto, ele é perfeitamente livre para participar de outra religião que pregue algo diferente. Mas atenção: a religião que nega a indissolubilidade do matrimônio deverá negá-la sempre, porque, assim como a cristã, ela deve ser coerente com aquilo que prega. Aliás, a maior parte das outras religiões é muito mais rigorosa do que o cristianismo. Nelas, a salvação vem do cumprimento de leis e regras, enquanto o cristianismo abre espaços para a caridade e para relevar a ignorância, coisa que, em outras religiões, não ocorre. É o caso da blasfêmia: no cristianismo ela é quase uma constante, ao passo que, no islã, para citar um exemplo, talvez ela seja tolerada uma vez ou duas, mas, depois disso, pode ensejar uma condenação à decapitação. Isso quer dizer que, nas religiões, o conteúdo de salvação e de doutrina não pode ser alterado, exceto para ser reafirmado com ainda mais clareza conforme a época em que se está vivendo.

O problema exposto, caro leitor, deverá ser resolvido por você mesmo, que precisa encarar estas perguntas: o que você procura na religião e o que espera da religião cristã? Ela pode lhe dar o que você quer? Você aceita o seu conteúdo, formas, métodos e realizações? Se você só quer pertencer a uma "cultura" cristã, parece claro que não está interessado prioritariamente na salvação, e sim no "pensamento" cristão ou em algumas partes dele. Acontece que isto, obviamente, não é o cristianismo. Já se o seu desejo é a vida eterna mediante o seguimento do exemplo traçado por Cristo, então essas divergências não cabem, pois indicam que você não compreendeu a religião à qual aparentemente pertence e da qual espera a eternidade.

Em suma, o ponto a ser observado é que uma religião não é uma teoria política, nem um movimento social, nem uma organização civil; uma religião é uma prática salvífica voltada a bens eternos que transcendem o mundo e a história. Estes bens, ou a religião atinge ou não atinge. Se ela os atinge, então o caminho a ser seguido é único e sempre o mesmo, porque se a eternidade pudesse ser atingida tanto pelo amor quanto pelo ódio, a religião seria uma farsa.

Quanto aos sete sacramentos, eles são os instrumentos que Deus mesmo nos oferece para a comunhão com Ele: seria insensato achar que não há problema algum em não ser batizado, em pecar, em odiar, em matar, em manter qualquer tipo de relacionamento na hora e do jeito que se quiser. A religião ou tem um significado expresso na sua doutrina ou não tem sentido algum.

O leitor analise, então, o que deseja na vida e considere se a religião cristã pode oferecê-lo. Depois, decida se quer segui-la ou não. Toda a questão se resume nas palavras de Jesus: "Dai a Deus o que é Deus".


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Por Aletéia

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